Sem caminhos

Nossas verdades são tão profundas quanto nossas perguntas. Pergunte-me e te responderei. Com minhas perguntas sou decisivo, decifro-me aos poucos, mas não te guiarei. Vamos! Juntos por onde não há caminhos.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Tecnologia Libertadora

Não temos mais tempo pra digerir o tempo. Concedemos a invasão do espaço-tempo à promessa da tecnologia, nossa libertadora. Ela não nos libertou senão para mais concedermos. Ela, que não é ela, mas o que está por trás dela.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

No silêncio sou

Perdão. Tudo que digo que revelo, velo, só no silêncio sou, verdadeiramente.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Ao Disco Arranhado

Duvide-se se sabes dizer pra onde vamos, de onde viemos, e o que fazemos aqui. Lembre-se sempre do disco arranhado. Nos entremeios, nos silêncios, é donde o mundo brota a música que vai tocar na eletrola.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Descanso

Serei como a água e retornarei ao elementar de onde vim, em sua inocência repousarei meu ser, na matéria do planeta que me acolheu.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | 1 Comment

Tiger Moon

Nothing can be more terrible than life itself; the tiger sinking the sharp fangs in the baby’s flesh and disappearing in the jungle.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Manifest Youth

When Art manifests itself, youth flourishes in everyone.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Floco de nuvem

E hoje viajei; fui no vento, perdi-me nas alturas, calado sob o sol de uma tarde lenta. Floco pequeno de nuvem num céu de azul imenso.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Palavvra

Apalavvra versa se desprosa arima aretórica no uberelibre delícia fenoldeída sulcana dulce ardência nos baixios de vales mimosos nulcífaras negras brancas vermelhas um dissenso amênico leucoíndaro anenufárico kairosraro em maiêutica pindorâmica pau-brasil imbuia no tupanaciguara inca inca nhambiquara perdida nas amandiquiras que ibitipocam atabaques e reco-recos cabibara anteja no sertão da bala que vara…palavvra parlafita.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Morada

Deitei meus passos no invisível de você, cruzei teu espaço na velocidade de luz estonteante. Em seu cristalino me parti prismático e encontrei morada onde nunca estive, sou em você o que quiseres, tornei-me memória em teu rio e tu no meu, no encontro das águas.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

O Córrego e Eu

Me fiz árvore no sossego da curva de um córrego, o sol filtrado nas ramas ilumina o silêncio da mata onde o corremos, o córrego e eu.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

In Natura

Coloco a natureza dentro de mim, reparo o telhado da cabana, curo o que tiver que curar, e vou caminhar no mato, me entregar à calma do lugar que acabei de inventar.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Camaleão

O camaleão corre entre as folhas da ilusão, ora invisível, ora não, quem pode saber o que vai em seu coração reptício?

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

O que busco

O que busco no mundo está em mim, eu sei. Não há descanso lá fora, o rio sou eu, a fonte está em mim, eu sou o descanso, eu tenho o verbo e carrego a luz que ilumina, a nascente que se dá ao sol, que alimenta a semente que germina, que traz… o tempo no ciclo da existência; eu sou o solo onde crescem as árvores e se fazem as florestas, as montanhas, e toda a vida. Eu sou teu deserto, onde tua mão opera maravilhas, cria-me e verás em mim o espelho de teus olhos.See more

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

O Dia e a Noite

Te guiarei pelos caminhos em que me perdi e assim te encontrarei onde as mãos que se buscam acabam por se tocar. Eu vivo em toda parte, em toda parte me encontrarás, sou você quando não mais souberes o que és, e tu em mim será a luz da minha senda. Somos da mesma matéria, do mesmo corpo, da mesma esfera, onde toda a verdade do mundo em nós se revela a todo instante, somos o dia e a noite um do outro.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Luz do Luar

Eu te espero, nascida da noite de meu ser. Como a lua virá no céu, a tua voz feita de silêncio trará os sons noturnos da vida, e verei com teus olhos o mundo se descortinar uma vez mais sob a luz de teu luar.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Descanso

Em ti me calo, até que nosso lábios sejam um, tua dor a minha, e assim descansarei de mim sabendo que estou em ti.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Minha religião

Minha religião é você, em você deponho o meu ser, minha força. Somos um quando estamos juntos.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Pássaro da Existência

A felicidade é um momento divino na turbulência do vôo breve do pássaro da existência.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Amanhã é sempre

Desejo a você o momento de paz que agora me habita. Namaste. Amanhã é sempre, soubéssemos seguir no fluxo.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Fairies

Foi durante um noturno de Chopin, carregando o silêncio que aqueci no micro-ondas, que comecei a ver as tais luzes, pequenos pontos se movendo diante dos olhos. Vinham e iam, circulavam pela sala. Os gatos, hipnotizados, as seguiam com o olhar de penumbra. Depois pousaram sobre o teclado e de lá mandaram sinais para o mundo através de estranhos hieróglifos, saídos de meus dedos.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Ingresso

O ingresso pra entrar é de graça, o pra sair é que custa caro, mas vale a pena.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Riobaldo e Diadorim

Riobaldo e Diadorim. Nos remansos de meu sertão, adentro.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Facebúcola

Existe vida inteligente no planeta; foi encontrada numa região remota, chamada facebúcola. Reportes chegam a todo instante e breve faremos contato com as estranhas e simpáticas criaturinhas que lá residem, num mundo bidimensional e colorido. Nossos internautas informam que se alimentam de mensagens que compartilham em prestidigitação.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Limbos

Limbo, vidas encaixotadas em papéis pré-definidos, ideologias que permeiam a existência e roubam o significado do individual e do coletivo. O que resta é indiferença, consumismo, alienação, falta de sentido de comunidade, isolamento, falta de relevância do indivíduo em relação a si mesmo e ao local de sua existência, de interpessoalidade que leve a relações ricas, afetivas e construtivas, onde a busca neurótica por substitutivos que preencham estes vazios perderia a razão de ser. Fica-se falando de Deus, de governo, de crueldades em massa, vivendo-se de expressões, e mediações, tais como o FB, que são formas de representar, de fantasiar. Acho que é um dilema pequeno-burguês, entretanto, mas para muitos imersos nesta visão de classe que predomina, a náusea de caminhar e viver no limbo, e ainda buscar sentido na existência é a tentativa de fazer contato, seja de que forma for. Em geral tentativas pobres que ficam só na superfície de contatos sem alma, mas mesmo onde a profundidade é atingida de alguma forma, é da ordem da nulidade. Para alguns a vida ainda ocorre fora destes currais de representação bidimensional do ser, mas para muitos, é só isto, e creio que não seja suficiente. Isto leva a um grande mal-estar existencial, a busca de respostas em diferentes níveis, tais como formas de religar através de filosofias religiosas, esoterismo, felicidade feita se superficialidade, negação de problemas concretos, através de discursos no plano do intangível e irrealizável, visto que não há ação associada a eles. Para os que vivem fora deste limbo, que não creio que sejam muitos, isto pode parecer estranho, mas não deveria, pois estão vivendo neste mundo de interações superficiais. Antes disto era a TV, e talvez o álcool e drogas, para lidar com a insatisfação dos tempos modernos, o vazio, a melancolia. Estar bem ajustado neste mundo é neurótico, não estar bem ajustado é penoso e pode ser neurótico também. Ao final, somos todos humanos e esta necessidade de humanidade, de reconhecimento e compartilhamento da existência, a amizade sendo uma das formas, está se limitando cada vez mais a interações pontuais mediadas. O suporte vem às vezes na forma de conselhos, mas não de uma igualdade de condições ao nível da humanidade. Às vezes parece que se fala com deuses, ao invés de uma ser humano de carne e osso, que padece, que tem dúvidas, que erra e que compartilha. Acho que a neurose mora nesa busca de compensações – tal como disse Freud, o homem busca ser feliz, e se não consegue te..nta não sofrer

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Meteorologia

Na poesia se arrisca a meteorologia dos tempos com os elementos da vida.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Dogma e diálogo

A arte do diálogo é uma arte difícil. Outro dia recebi dois rótulos: esgotado e niilista. Eu tento não rotular de frente, porque estaria negando ao outro a sua diversidade, da qual não sei nada e nem posso afirmar de forma absoluta. Eu peno com minhas certezas e sempre que me alertam de que talvez eu esteja vivendo nelas, eu só posso agradecer pelo alerta. Vivemos num mundo de muitos dogmas e discutir as certezas é uma coisa saudável, eu penso. Existe o limite de cada um, de onde não é possível continuar o diálogo, mas é muito gratificante quando a disposição existe e o difícil é encarado. Trabalhar com a raiva e a dificuldade nestas oportunidades é muito enriquecedor. De vez em quando pisamos nos dedos uns dos outros, mas por favor, continuemos. Sempre me interessam as questões sobre indiferença, liberdade, os motivos que levam alguém à crença religiosa, enfim, muito a ver com a fala de Deleuze. Negar ou questionar uma afirmativa enfática que não se suporte em premisas fortes é benéfico se há disposição de discutir o fenômeno da fé, que é também raiz de dogma. É mais fácil ver nos outros do que em nós mesmos, por isto, se de alguma forma sou percebido como dogmático, e se de fato isto ocorre, é justo considerar o dogmatismo no geral, e vou ouvir porque me interessa me livrar de toda forma de dogma, o qual considero cegueira terrível. É uma faca de dois gumes. A mediação de FB ajuda a moderar o diálogo, mas a escrita é insuficiente pra expressar as palavras, e as palavras são insuficientes pra expressar o pensamento, temos que viver com esta limitação.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Nascido pra voar

A queda não é o problema, o problema é não querer voar quando se tem asas.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

A lida de cada um

Às vezes a gente se esquece que no meio de tudo está a luta de cada um consigo mesmo, com a resultante do ser livre ao nascer e as marcas que a vida faz. As lutas não são todas iguais. Quem sou eu pra julgar a medida da dor do outro. Somos apenas a medida de nós mesmos, feitos do barro das circunstâncias.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment

Na Vida pra Valer

Já não sigo, prossigo ombro a ombro com os que estão na vida pra valer.

Posted in Poetry & Prose/Poesia & Prosa | Leave a comment